23 de ago de 2013

Kombi vira ponto de encontro para 9 amigos

Colegas de banda do Espírito Santo são 'sócios' de veículo.


Uma Kombi do ano 1974 tornou-se ponto de encontro de nove amigos do Espírito Santo e foi a solução encontrada pelo grupo para descer até o litoral capixaba com instrumentos musicais usados por uma banda formada por alguns deles.

Depois de mais um final de semana na praia de Iriri, que fica em Anchieta, no Espírito Santo, os 9 amigos de Alfredo Chaves (ES), 86 km de Vitória, começaram a guardar as bagagens e utensílios nos carros preparando a volta para a casa.

“Cadeiras de praia, violão, baixo, bateria, guarda-sol, era tanta coisa que brincávamos: ‘um dia teremos que comprar uma Kombi para transportar tanta coisa’, o que acabou acontecendo”, lembra Elton Anterio Cardoso Bisi, 30 anos, analista de logística e um dos nove sócios do veículo.

Comprada em 2010, a Kombi do ano 1974, apelidada de Veloster (alusão ao modelo da Hyundai que tem três portas), foi adquirida pelos nove amigos igualitariamente.

Os proprietários pagaram R$ 9 mil pelo veículo e gastaram mais R$ 22,5 mil para uma reforma que trocou o estofado, a pintura e outros acessórios. “A oportunidade surgiu quando um conhecido nosso disse que estava vendendo a Kombi, aí pensamos: a hora é essa!”

"Veloster" depois da reforma

Com o novo veículo as viagens da turma ficaram mais fáceis, assim como a logística da banda de pop rock formada pelos amigos.

Os pouco mais de 30 km de distância entre Alfredo Chaves e Iriri agora são feitos com a Kombi, com todos os nove ocupando o mesmo veículo e com todos os instrumentos.
“Nós geralmente chegamos à praia e montamos os instrumentos. Depois que aproveitamos o dia, voltamos para tocar”, diz Elton.

A banda é formada por quatro dos nove amigos, o restante ajuda na divulgação, montagem do som ou como motorista da Kombi nos shows que o grupo Os Avulsos costuma fazer em Alfredo Chaves e em cidades vizinhas.

“A Veloster virou um ponto de encontro da turma. Cinco de nós já não vivem na cidade, mas quando estamos por aqui nos reunimos e fazemos alguns passeios com ela”.
Tanto amor por um veículo que pertence a tantas pessoas fez com que o grupo procurasse uma segurança contratual para não se verem longe da Veloster.

“Um dos nove é formado em direito e está preparando um contrato que nos obriga a vender as partes da Kombi somente para os outros sócios”, explica Elton.

Nenhum dos nove pensa em vender sua parte do veículo. “Sempre brincamos que o último que morrer será o dono único da Veloster”.

Fonte: http://g1.globo.com

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