1 de jun de 2016

20 de mai de 2016

28 de abr de 2016

Fotógrafo de Pelotas atravessa a América Latina a bordo de um Fusca

Muito mais do que um meio de transporte, o Segundinho, fusca azul do jornalista e fotógrafo Nauro Júnior é um parceiro de aventuras. Juntos, eles percorreram o Rio Grande do Sul, viajaram o Brasil e visitaram diversos países, de desertos a cortilheiras nevadas. O projeto cresceu e se tornou uma rede colaborativa, sustentada com patrocínios e ajuda de apoiadores. Na última segunda-feira (25), o fusca estacionou em Porto Alegre para uma palestra com estudantes.


A relação de amor com o carro começou quando Nauro, de Pelotas, ainda era criança e seu pai comprou um fusca, o primeiro de sua vida. Muitos anos depois, em 2010, quando o fotógrafo entrou na segunda faculdade, ele comprou um fusca, que se transformou numa espécie de "xodó" da turma. O nome era Filó Sofia, uma brincadeira com o curso de filosofia que decidiu cursar e o nome de sua filha, Sofia. 

Foram os colegas que o incentivaram a fazer a primeira viagem de carro. Como um presente de formatura, ele e mais um amigo viajaram da Praia do Cassino, em Rio Grande, no Sul do estado, até o Chuí, no Uruguai, tudo pela beira do mar. Mas por uma questão mecânica, Júnior precisou comprar outro fusca para a jornada, o Segundinho. O trajeto de 300 km levou cerca de 4 dias. "É impressionante como o fusca abre portas. Todo mundo tem alguma história com um fusca. É uma questão afetiva", conta. 

Foi assim que surgiu o projeto "Expedição Fuscamérica". Em 2014, durante a Copa do Mundo, ele e outro amigo foram até o Uruguai para assistir às oitavas de final da Seleção Uruguaia. E, alguns meses depois, foram ao Rio de Janeiro com a torcida do Brasil-Pel durante a Copa do Brasil. Com ajuda da página no Facebook, a experiência cresceu, muitas pessoas queriam conhecê-los e receber o fusca. "O fusca é uma máquina de fazer amigos", define o fotógrafo de 47 anos.


O apoio da esposa de Nauro é essencial para as aventuras funcionarem. É ela quem organiza a página e que faz contato com as pessoas que se propõem a ajudar. "Ela fica nos bastidores, mas sem ela isso não funcionaria. Nossa filosofia é 'mucho sueño, pouca plata' (muito sonho e pouco dinheiro)", brinca. O projeto conta com o apoio da rede colobativa de pessoas que os recebem.

Depois do Rio de Janeiro, foi a vez de se aventurarem pela Argentina e Chile. O Segundinho foi da Praia do Cassino ao Oceano Pacífico levando uma garrafa d'água. "A ideia era criar um próposito para a viagem. Resolvemos levar água do Atlântico e jogar no pacífico", explica. O fusquinha 1968 passou pela Cordilheira dos Andes com neve e pelo deserto argentino. 

A última aventura, e uma das maiores, no fim do ano passado, foi um convite da Marinha Brasileira. Ele e um amigo cinegrafista foram de fusca até Punta Arenas, no Chile, passando pela Patogonia. Depois pegaram um avião até a Antartida, onde ficaram por cerca de três dias. "Foi uma experiência incrível, inesquecível. Não tem como descrever". Na volta, ele ainda realizou um sonho antigo: entrevistar o ex-presidente uruguaio, José Mujica, famoso por viajar com seu fusca azul.

“Quero mostrar para as pessoas que qualquer um pode pegar algo que ama e transformar num projeto de vida”, conta. Júnior ainda não tira lucros da expedição, mas com ajuda de patrocinadores e parcerias ele consegue viajar sem nenhum custo. “As pessoas vivem para pagar a prestação do próximo carro. Por que não pegar essa grana e sair para conhecer o mundo?”, questiona.

É na voz de Mujica que ficará na narração do documentário que a Expedição pretende lança no fim de 2016, depois que de realizar mais uma das grandes viagens. O plano é passar por sete países: Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Brasil e Paraguai. Tudo de fusca, é claro. Mas não para por aí, o Segundinho já tem destino para 2018, a Copa do Mundo na Rússia. “O fusca é um símbolo de afetividade. Mas ele também é parte do caminho, é um carro que se integra com a viagem. Se está frio, ele está frio. Se está calor, ele está quente. É o trajeto que importa, não o destino”. 


25 de abr de 2016

FUSCA E KOMBI SERVEM DE TEMA PARA HOTÉIS NO BRASIL

Hotel localizado em Balneário Camboriú tem até Fusca 1974 mexicano no saguão

O Volkswagen Fusca, um dos carros mais carismáticos do mundo, teve ao longo de seus 70 anos de história participações em filmes, desenhos e até músicas. Mas a presença do besouro não para por aí já que, em Balneário Camboriú (SC), há um hotel com temática inspirada no Fusca. A Kombi também faz parte do tema de outro hotel da mesma rede, este localizado em Umuarama (PR).

A atração é da rede de hotéis Ibis, que estreou dois hotéis da linha “Ibis Styles” na cidade litorânea de Florianópolis e também no oeste do estado do Paraná. A unidade de Balneário Camboriú traz o Fusca como tema central, com uma unidade de 1974 mexicana do besouro presente no saguão, além de uma mesa de vidro que tem como base o clássico motor boxer do modelo, papéis de parede nos quartos e diversas miniaturas na recepção do hotel.










20 de abr de 2016

Homenagem ao Fusca do pai

Hoje a aula no Mestrado teve um momento inusitado, pois o Prof. Leonardo Romano não podia deixar de mostrar para seus alunos a homenagem que recebeu de seu filho "Kaká".  Pois segundo o Prof. Romano, quando recebeu o presente ouviu do Kaká a seguinte frase: "Pai, leva e mostra lá para os teus alunos o desenho que eu fiz do teu Fusca".

Ta aí Kaká, a prova que ele mostrou o desenho para a turma.

Parabéns pelo belo desenho e pelo bom gosto por carros.



Kaká e o abraço no amigo e companheiro!!!




19 de abr de 2016

A fruta não cai longe do pé

Buscar a Duda de Fusca na escolinha é sempre uma festa!!!
O problema é tirar ela do Fusca quando chega em casa.




7 de jan de 2016

DESIGNER FAZ RELEITURA DA VW BRASILIA


Mozart Brito utilizou fotos do Passat para chegar ao resultado.


Imaginar releituras de clássicos da indústria nacional é um exercício divertido para alguns designers. O paulista Mozart Fernando de Brito embarcou nesta ideia, usando como fonte de inspiração um modelo que marcou sua infância: a Volkswagen Brasília. “Aprendi a dirigir numa Brasilia que era do meu pai (falecido há alguns anos atrás). Ela existe até hoje, e sempre quis ver uma versão atual e realista deste projeto”.
Aproveitando imagens de divulgação do novo Passat, Mozart modificou as dimensões do veículo no Photoshop. O resultado ficou bastante interessante. “Ela acabou ficando relativamente parecida com os modelos atuais da marca, pois eu transformei o Passat em hatch usando os mesmos traços, mas com apenas duas portas”, afirmou.


“Sou apaixonado por esse carro e vários outros que fizeram parte da minha história com carros. Fiz este projeto nas minhas horas vagas apenas por diversão, e espero que as pessoas gostem”, conclui Mozart.


Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/materia/designer-releitura-vw-brasilia/

14 de dez de 2015

O Fusca que o brasileiro não viu

A capota retrátil desse belo besouro alemão é apenas a parte visível de um carro evoluído


No Brasil, a Volkswagen fabricou o Fusca entre 1959 e 1986. Por sugestão do então presidente Itamar Franco, a linha de montagem foi reativada em 1993 e sobreviveu até julho de 1996 – daí o apelido de “Itamar” dessa última leva. Nesses mais de 30 anos e 3,36 milhões de unidades produzidas, o carro recebeu inúmeros aperfeiçoamentos estéticos, mecânicos e tecnológicos. O consumidor brasileiro, no entanto, nunca chegou a tirar da concessionária um Fusca verdadeiramente “avançado”, privilégio que alemães e norte-americanos tiveram.

Procedência: EUA

O cabriolet que se vê nessas fotos foi fabricado na Alemanha em 1979 para o mercado dos EUA, de onde foi importado por um advogado paulista. Além do que salta à vista, como o refinado acabamento interno e o painel num desenho sóbrio e elegante, o carro, com motor 1.600 e injeção eletrônica, tem soluções mecânicas que nunca chegaram por aqui.

Alavanca de acionamento do sistema de ar quente

A suspensão dianteira McPherson é o principal item. Com molas helicoidais e amortecedores telescópicos, ela proporcionava mais conforto e segurança em relação ao tradicional sistema de braços arrastados que sempre equipou os besouros nacionais. Como vantagem extra, o sistema ampliou significativamente a capacidade do porta-malas, já que o estepe era posicionado na horizontal. No Brasil, o único Volkswagen com motor refrigerado a ar que contou com esse tipo de suspensão foi a Variant II.

Esse painel é desconhecido do consumidor brasileiro

A Volkswagen não montou o Fusca nos EUA, mas o modelo, importado da Alemanha, fez muito sucesso por lá. Para isso, no entanto, teve de sofrer diversas adequações para obedecer à legislação de segurança americana. A lista é grande e inclui área envidraçada ampliada, para-choques reforçados (e, a partir de 1974, retráteis, para absorver melhor o impacto de uma colisão), setas dianteiras grandes, luzes-espia no painel com advertência sobre freio de mão e sensor de cinto de segurança, lanternas traseiras com olhos-de-gato.

Para-choque retrátil: segurança

O besouro branco do advogado paulista conta com o charme extra de ser conversível. O estofamento em couro e o desembaçador do vidro traseiro reforçam o ar de sofisticação.

Desembaçador traseiro

No Brasil, a Volkswagen jamais cogitou produzir um cabriolet. Das instalações da matriz alemã, na verdade, também não saíram carros com capota retrátil.

Na traseira, apenas uma saída de escape

O serviço foi confiado pela montadora a terceiros. Nos anos 40, as encarroçadoras Hebmüller e Karmann obtiveram essa permissão. A versão Hebmüller teve vida curta, de menos de três anos. A Karmann, então, seguiu com o trabalho e produziu conversíveis de excelente qualidade.

Na lateral, a assinatura da Karmann

Cabriolet de Wolfsburg

O motor, com injeção eletrônica


Fonte: http://blogs.estadao.com.br/placa-amarela/o-fusca-que-o-brasileiro-nao-viu/


27 de jul de 2015

Kahena 1.600 - Moto com motor de Fusca

Enfiar o motor de um carro em uma moto é uma ideia exótica, que foi aplicada em criações como a Münch Mammoth com motor NSU e ainda é usada pelas americana Boss Hoss e seus V8 Chevrolet. Mas a ideia já foi aplicada com sucesso no Brasil, como bem prova essa Kahena 1.600 com motor de Volkswagen Fusca que está a venda no Mercado Livre por R$ 18 mil. A moto é a última evolução de um conceito que foi aplicado pela primeira vez ainda nos anos 70.


Mesmo que a evolução diferencie um projeto do outro, se você fizer um exame de paternidade na Kahena verá que ela descende do conceito da Motovolks, uma criação de poucos exemplares dos mecânicos Luiz Antônio Gomides e José Carlos Biston com motor VW 1.500 boxer a ar. Luizão, como era conhecido, era um entusiasta de motoclube. E bota entusiasta nisso, a figura foi um dos fundadores do famoso Abutres e buscava uma estradeira com mecânica acessível e fácil de ser reparada, o que não era o caso das Harley-Davidson em uma era fechada aos importados.


Junto com diferentes empresários, a dupla conseguiu produzir em série a moto, aperfeiçoada e rebatizada como Amazonas entre 1980 e 1989. O nome do gigantesco estado caiu bem para a maior motocicleta do mundo. Foi a primeira a ter até marcha à ré, uma herança providencial do câmbio VW dado o peso superior a 350 kg em algumas versões. Após o final da produção da Amazonas, Luizão conseguiu criar a Kahena em 1991. A produção feita pela empresa Tecpama (Ténica Paulista de Máquinas Ltda) foi até 1999. Foram 434 unidades produzidas, sendo que destas mais de 180 foram exportadas.


Da Amazonas, restou apenas o conceito de motor 1.600. É o que conta o proprietário da moto, Roberto Dutra. De tão apaixonado pelo modelo, Dutra é conhecido pelo apelido de Beto Kahena e chegou a tatuar o nome da moto em seu braço. Ele é o segundo dono da 1.600, que foi comprada há pouco mais de seis anos quando o carioca soube que havia uma Kahena 1.600 à venda em Feira de Santana (BA) durante suas férias em Minas Gerais ao guidão da sua Honda Shadow 600.

"Um amigo viu um modelo Custom igualzinho a que eu tinha na Bahia e anotou o telefone do proprietário em um papelzinho, que rodou comigo durante mais uns 20 dias até eu voltar", diz Dutra.  Logo quando chegou, não tardou em ligar para o Manoel, um senhor cuja idade o levou a preferir uma moto mais leve para o dia a dia. Sentiu o cheiro de uma troca no ar? E lá se foi a Kahena para o Rio aboletada na picape do seu Manoel, que voltou feliz da vida levando a Shadow na mesma caçamba.


Sabe o que ela tem em comum com a Amazonas? Tão somente o motor. "Ela é mais curta, menor e mais leve. A pilotagem é bem mais fácil e tem outras evoluções. O eixo de transmissão é por cardã, na Amazonas era corrente. A caixa de câmbio foi feita para ela, enquanto a da antecessora era VW adaptado. O quadro é Delta Box com travessas duplas com ligação entre elas e a suspensão traseira monobraço com cardã, que nem nas BMW", lembra o proprietário. "A posição de dirigir também é melhor. Você dirige mais ereto como em uma moto trail. Nem sentado inclinado para trás, nem esticado para frente. Nem toda moto custom é confortável", completa.

Em comum com a BMW, há também o motor boxer. É o mesmo 1.600 do Fusca, com dupla carburação para entregar 65 cv e 10,8 kgfm de torque a meros 3.000 rpm. "Por ser de automóvel, é um motor com respostas mais lentas. Não é de giro alto como acontece nas motos, até mesmo nas custom com motor em V. Ela é feita mesmo para ignorar distâncias longas", afirma o dono. O problema é que o dono já tem outras duas motos estradeiras e, por isso, deseja encontrar um novo lar para a sua Kahena - até que venha a próxima, acreditamos. 


Na cidade e em manobras de estacionamento, a Kahena se vale de um truque: a marcha ré. A marcha é engatada por uma alavanca à direita do piloto. No caso do exemplar, a manopla original sem graça foi trocada pelo crânio de uma caveira. O câmbio tem quatro marchas, uma para baixo e três para cima, com ponto morto entre elas. A Kahena é grande, mas é curta para o porte, com apenas 2,25 metros de comprimento e 1,60 m de entre-eixos (sete centímetros a menos que a Amazonas). Segundo o proprietário, isso faz dela uma moto bem mais fácil de pilotar do que parece a um primeiro olhar. 

A Kahena está original até nos detalhes, tais como o para-brisa de fábrica e o encosto do garupa com porta-luvas embutido e bordado com o nome da moto. O painel também é de fábrica e conta com uma civilizada faixa vermelha no velocímetro acima dos 120 km/h. Algumas adaptações foram feitas para solucionar problemas de produção. "Ela teve alguns aprimoramentos de defeitos crônicos. Refiz os garfos da suspensão dianteira, que vazavam, a fixação da roda traseira e outros grilos que davam problemas em toda Kahena. A bomba de combustível de fábrica era elétrica, coloquei a mecânica do Fusca que nunca dá pau", explica o dono.

Além disso, embora tenha comprado a moto com 13 mil km e tenha rodado uns 100 mil km depois disso, o conjunto mecânico está zerado. O motor do Fusca ganhou novo kit com pistões, anéis, cabeçotes, válvulas, tudo novo. Componentes como a embreagem, caixa de marchas e carburadores também são novos, uma reforma que incluiu a desmontagem e revisão completa no início desse ano. A conta do serviço chegou a mais de R$ 4 mil. Desde então, foram pouco mais de 1.500 km rodados. Diante de tudo isso, nem parece tão salgado o preço de R$ 18 mil.



22 de jul de 2015

19 de jun de 2015

10 de jun de 2015

9 de jun de 2015