14 de mai de 2013

Chevette: o ícone da General Motors


Segundo modelo fabricado pela General Motors do Brasil, o "Chevette" era lançado há 40 anos e saía de "linha" há quase 20, para dar lugar ao Corsa.








O pequeno sedã de 4,12 metros de comprimento foi lançado no Brasil em abril de 1973 (cinco anos depois do Opala) como um projeto mundial, o chamado "T-Car", que teve versões na Austrália (Holden Gemini), Japão (Isuzu Gemini), Alemanha, Inglaterra (Vauxhall) e Estados Unidos. Desses dois últimos países veio o nome "Chevette". Os norte-americanos também tiveram uma versão da Pontiac chamada T-1000.



 O "Chevette" brasileiro era igual ao modelo alemão, fabricado pela Opel, chamado de Kadett (duas gerações antes do nosso conhecido). Era um três volumes de duas portas, com espaço razoável para quatro ocupantes, bom porta-malas e motor 1.4 de 68 cavalos de potência bruta. Tinha grade horizontal e faróis redondos. O tanque de combustível posicionado atrás do banco traseiro deixava o bocal na coluna traseira direita. A tampa inclinada com estrias horizontais tornou-se a sua marca registrada. No lado esquerdo havia uma tampa falsa para entrada de ar.


Eleito "Carro do Ano" em 1974, o Chevette agradou à classe média brasileira que, naquele momento, queria um carro compacto, um pouco luxuoso e confortável para sair do Fusca. Mas, o modelo dividia a atenção do mercado com outros fortes concorrentes recém-lançados, como a Brasília, da Volkswagen, e o 1800 da Dodge (futuro Polara), além do levemente reestilizado Ford Corcel. Em 1975, foi lançada a versão de acabamento "SL" no "Chevette" e os apaixonados por velocidade ganharam a versão esportiva "GP" (de Grand Prix, para promover o Grande Prêmio do Brasil da época), com bancos altos e faixas decorativas. Dois anos depois, aparecia a "GP2". Para torná-lo mais acessível ao bolso do consumidor, surgiu o "Chevette Especial", sem calotas.


Em 1978, o "Chevette" ganhou a sua primeira reestilização frontal, inspirada no modelo norte-americano: o capô envolvia a grade dividida em duas. Os faróis permaneceram circulares, mas foram abrigados em "capelas". Internamente, um painel remodelado. No ano seguinte, a linha começava a crescer com as versões  quatro portas e  "hatch". Era lançada também a série especial "Jeans", com o revestimento dos bancos e lateral das portas em brim azul. Em 1980, os faróis passaram a ser quadrados, como no modelo inglês, as lanternas aumentaram de tamanho e se tornaram envolventes até a lateral (eram planas na traseira), o motor 1.4 ganhou opção a álcool (com 1 cv de potência a mais) e surgiu a perua "Marajó". O motor 1.6 ganhou uma prévia na versão esportiva "S/R", exclusiva do hatch e com carburador de corpo duplo (76 cv de potência). A versão "Ouro Preto", com carroceria que podia ser preta com detalhes dourados ou vice-versa. Foi outra série especial. Em 1981, foi bicampeão do prêmio "Carro do Ano", da revista Autoesporte. No ano seguinte, recebeu câmbio de cinco marchas (opcional).


Em 1983, o "Chevette" foi reestilizado, ficou mais brasileiro, com frente em cunha e traseira reta. O interior também foi renovado. O painel ficou maior. No entanto, o meio da carroceria foi mantido. Por isso, o espaço interno, que era razoável, não mudou. Todas as versões foram modernizadas: a sedã, a hatch e a Marajó. O motor 1.6 passou a ser padrão para toda a linha (mas o carburador virou simples, passando a render entre 72 cv e 73 cv, respectivamente, o movido a gasolina e o a álcool). Em 1985, a GMB introduziu, como opcional, o câmbio automático de três marchas no modelo . No ano anterior,  nascia a pick-up Chevy 500.


A linha 1987  deixou o "Chevette" mais requintado, com uma nova grade, novos revestimentos, novos bancos dianteiros com encosto de cabeça regulável (enorme) e pino de trava mais moderno. Surgia a versão "SE", depois rebatizada de SL/E. O motor 1.6 ganhava corpo duplo novamente e aumentava a potência para 81 cavalos, em 1988. O pequeno notável da Chevrolet passava a se chamar  "Chevette 1.6/S.

As versões quatro portas  "hatch" e a  "station wagon" viraram passado entre 1987 e 1989, respectivamente. A primeira foi descontinuada porque o brasileiro não gostava de carros do tipo. Como o Voyage, foi destinada à exportação e fez muito sucesso na Colômbia. A segunda, abriu espaço para o Kadett e a Ipanema, que nada mais eram do que a evolução do próprio "Chevette" original, de 1973.

Voltando ao "Chevette", o mesmo teve as versões unidas numa única, a "DL", em 1991. Em 1992, o encosto de cabeça do banco dianteiro passou a ser vazado, para melhorar a visibilidade. Detalhe  que passou a ser "padrão" em toda a linha Chevrolet, até no Opala.


No ano seguinte, para concorrer com o fenômeno Fiat Uno Mille, surgiu a versão "Júnior", com motor 1.0. Em 1993, entrou a onda dos populares isentos de impostos e a GM lança a versão "L", que voltava a ser a única da "linha". Como o então Presidente da República, Itamar Franco, impôs o  renascimento do Fusca e, com ele, a isenção do IPI, a GM constatou que a cilindrada baixa não era necessária e deixou o "Chevette" com o motor 1.6.

No dia 12 de novembro de 1993, após "20 anos" de sucesso e 1.630.000 (1 milhão, 630 mil) unidades produzidas, o glorioso "Chevette" encerrava a sua trajetória de vida. A picape Chevy 500 continuou na linha de montagem da planta da GM em São José dos Campos (SP) por mais dois anos. 

Um comentário:

  1. com o chevete os outros carros são so outros

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